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01/08/2026O impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros pode ir muito além da indústria e das exportações. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Serviços (CNS), a redução do comércio com o mercado americano tende a atingir também diversos segmentos do setor de serviços e provocar efeitos em cadeia sobre a economia brasileira. Carlos Eduardo Oliveira Júnior, assessor econômico da CNS, explicou que a queda das exportações pode afetar diretamente áreas como logística, transporte, serviços empresariais, tecnologia da informação e serviços financeiros. Segundo a entidade, cerca de 11% das exportações brasileiras têm os Estados Unidos como destino, enquanto o impacto estimado sobre o PIB pode chegar a aproximadamente 0,26% apenas no setor de serviços. O impacto também tende a ser desigual entre as regiões. São Paulo, por concentrar grande parte da produção industrial e das exportações de maior valor agregado para os Estados Unidos, aparece entre os estados mais expostos. Estados com forte atividade agrícola também podem sentir efeitos indiretos, especialmente sobre logística e serviços locais. Para reduzir os danos, a CNS defende a combinação de negociação com o governo americano e diversificação dos mercados de exportação, ampliando relações comerciais com Europa, Ásia, América Latina e Oriente Médio. A entidade também aponta a necessidade de investir em digitalização, produtividade e maior competitividade dos serviços brasileiros.
